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domingo, 8 de agosto de 2010

E QUEM PROTEGE OS POLICIAIS?


O mês de julho terminou com uma indagação latente entre os brasileiros, o quê fazer para melhorar a polícia? Dois casos tiveram destaques na imprensa nacional: o primeiro foi à morte de um estudante dentro da sala de aula, consequência de um tiroteio entre policiais e traficantes; e o segundo foi o atropelamento fatal do filho de uma atriz, onde os policiais foram, devido à superexposição na mídia em relação à conduta deles, os “atores” principais. A mídia esqueceu-se de dizer que a conduta deles não evitaria o atropelamento, e que eles foram corrompidos porque alguém deu dinheiro a eles. Eles merecem o nosso repúdio, e somente eles, a polícia não!

Para que serve a polícia? Poderia responder esta pergunta usando os conceitos de Egon Bittner, Jacqueline Muniz, Jorge da Silva, David Bayley, Robert Reiner, Dominique Monjardet, dentre outros, entretanto responderei da forma mais simples, a polícia serve para proteger os cidadãos. E ela protege? SIM. De forma eficaz? SIM. Entretanto, segundo o jargão popular, toda regra tem a sua exceção, e estes dois casos fazem parte da exceção. Quantos roubos, homicídios, sequestros e outros crimes foram rechaçados pela polícia no intervalo de tempo entre estas duas “fatalidades”? Será que é colocando toda a polícia para execração pública que iremos solucionar este impasse? A polícia é imprescindível para a vida em sociedade, entretanto ela é formada por seres humanos que tem sentimentos, acertos e erros, porém a peculiaridades da função policial faz com que os acertos dos policiais, para a sociedade, não passem de obrigações, pois eles recebem para isso, e os seus erros sejam suscetíveis a receberem as piores penas, a execração pública. Quem ganha com isso?

A morte do estudante no Rio de Janeiro é consequência de uma política onde o Governador, veementemente, afirma que vai para o enfrentamento contra os criminosos e não vai recuar, o Secretário diz que “não se pode fazer omelete sem quebrar ovos”, querendo justificar as vidas dos inocentes que são perdidas nos confrontos, e ratifica: “vamos para o confronto”. Como ficam os policiais diante destes fatos? A partir do primeiro erro, eles serão “linchados” pela opinião pública. Será que todos os erros dos policiais são intencionais? Será que o policial que atirou, caso tenha sido algum deles, queria acertar o tiro no estudante? Como são preparados estes policiais? Como eles não são máquinas e sim humanos, quais são as suas condições psicológicas? Alguém se preocupa com isso? Alguém quer saber o quê levou o policial ao erro? Alguém quer saber se ele tinha condições para estar na operação naquele momento? Por questão de justiça, vou deixar registrado que o comandante geral da polícia militar do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio, é um comandante preocupado com seus subordinados, a quem tive a honra de estar ao lado em algumas mesas de debates sobre polícia e em outras oportunidades de troca de conhecimentos, e sei o quanto é comprometido com a sua Instituição e os seus subordinados, mas infelizmente “uma andorinha só, não faz verão”.

Voltando a questão da condição do policial, o preparo dado aos policiais por ocasião da sua formação é muito aquém do desejado em todos os estados brasileiros. Mas, ainda assim, vamos considerar que eles tiveram uma formação ideal. Vou trazer à baila coisas da minha intimidade com uma única finalidade: enriquecer o debate. Meu irmão é sargento da polícia militar da Bahia, e ficou viúvo, pois minha cunhada morreu vítima de um câncer. Ela deixou duas filhas, uma de 5 e outra de 2 anos, para ele criar. Ele ficou oito dias de luto e depois voltou ao trabalho. Ele sai para trabalhar, todo dia, com uma arma na cintura após a noite mal dormida pelo fato das filhas chorarem chamando a mãe, à sua companheira de anos que partiu, recentemente, na flor da idade! Meus amigos, será que meu irmão tem condições de portar essa arma? Será que ele tem condições de dirimir os conflitos que aparecem durante seu serviço? Só mesmo muita fé e orações para livrá-lo dos males, pois o amparo institucional se limitou aos oito dias de luto previsto em lei. Outro fato que trago à baila, certo dia, em uma cidade de interior, três policias, um é meu amigo, foram sequestrados por assaltantes de bancos que estavam fortemente armados e iriam assaltar uma agência bancária da cidade. Os assaltantes em três carros, cerca de dez homens, sequestraram os três policiais que “protegiam” a cidade e os levaram para o banco. Durante o assalto, eles trancaram os policias junto com os clientes e os funcionários do banco. Após recolherem o dinheiro, os assaltantes disseram aos policias que para eles saírem dali vivos teriam que se beijarem de forma apaixonada, igual aos beijos românticos dados em novelas. Quando os policiais esboçaram uma negação, os assaltantes foram incisivos, ou vocês se beijam, ou vocês não mais verão seus familiares! Diante do fato, eles se beijaram e tiveram que suportar as gargalhadas e “piadinhas” dos assaltantes. Por fim, dois dias depois do assalto, eles já estavam tirando serviço sem ter tido qualquer acompanhamento médico, como se nada tivesse acontecido. Já os funcionários do banco, ficaram mais de um mês sem trabalhar, sendo acompanhados por psicólogos e psiquiatras. Por que ninguém protege as pessoas que nos protegem? Todos querem a máxima perfeição dos policiais, mas não lhe dão a mínima condição de trabalho. Os policiais são tratados como máquinas, mas deles são cobrados sentimentos e sensibilidades. Sem contar os quais, diariamente, presenciam a morte do colega no cumprimento do dever e, logo após, têm que continuar o patrulhamento para justificar os discursos políticos que afirmam que as ruas estão policiadas. Triste ironia!

Mais uma vez, já fiz isso em outro texto postado neste BLOG, trago a afirmação August Vollmer sobre a expectativa que o cidadão nutre em relação ao policial:

“O cidadão espera do policial que ele tenha sabedoria de Salomão, a coragem de Davi, a força de Sansão, a paciência de Jó e a autoridade de Moises, a bondade de um bom samaritano, o saber estratégico de Alexandre, a fé de Daniel, a diplomacia de Licon e a tolerância do carpinteiro de Nazaré e, enfim, um conhecimento profundo das ciências naturais, biológicas e sociais. Se ele tivesse tudo isso pode ser que seja um bom policial”.

O cidadão até pode esperar isso, mas nunca pode esquecer que o policial é um ser humano, e como ser humano tem limitações e defeitos; por isso devem ser julgados individualmente e não coletivamente; a polícia, para o bem da sociedade, não pode viver constantemente sobre execração pública. Quem ganha com o desgaste da polícia? Os bons profissionais (SUA GRANDE MAIORIA) não podem sofrer as consequências dos maus profissionais (PEQUENA MINORIA)! Por fim, existem instituições que protegem as onças pintadas, os micos leões dourados, os tucanos e outros animais, todas estas instituições são importantíssimas, entretanto no meio desta “selva de pedras” quem protege os seres humanos? Quem protege quem nos protege? Ou seja, e quem protege os policiais?

15 comentários:

  1. Capitão,

    Eu como esposa de policial militar sei bem como a sociedade é injusta com os eles. Seu texto é realista e profundo. Deus te abençõe!

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  2. Capitão

    Saiu para o serviço preocupado, pois tento fazer o serviço no padrão, servir bem a comunidade e voltar para casa com a cabeça tranquila, mas algum dia poderei errar sem intenção, atropelar algum pedestre, disparar um tiro e acertar uma criança,... e sem ter direito a defesa ir direto para o batalhão de choque preso, ai capitão sei que o Estado que eu represento não olhará mais para mim, muito pelo contrário, meus vencimentos logo serão suspensos, meu direito a defesa que deveria ser dado pelo próprio Estado a que eu jurei compromisso não haverá, minha família, coitado, será vitimada também, portanto um criminoso serei perante a sociedade, lamentável, tenho a certeza que não posso errar e se o fizer estarei na primeira página do principal jornal do estado, pois policia gera audiência.

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  3. Ola! capitão eu sou soldado da pmsc vi seu texto em nosso forum aqui em santacatarina, gostei.
    mas...eu gostaria de fazer umas pequenas conciderações.
    veja bem, é só umas conciderações espero que não se ofenda.Pois se existir mais capitães como o companheiro, então já vemos uma luz no fim do tunel!

    Concordo com tudo o que o senhor falou, porém me vem uma perguntinha bem pequenina nestas horas:

    Não deu tempo para os oficiais acordar que estão deixando passar a chance de tomarem uma iniciativa mais eficaz?

    Parar de proteger os governos, e tratar de nos proteger, e proteger a sociedade?

    Basta abrir a caixinha de ``pandora´´ todos por todo o país!

    e tenho certeza que fazendo isso, e chamando a nossa classe para a bronca junto, sem nos atacar com regulamentos internos, e nos persseguirem quando fazemos nossos movimentos reivindicatórios justos, e necessários talvez tenhamos mais chance de mudar todo este quadro, não é?
    Vejam bem senhores ilustres oficiais, com certeza teriam todo o nosso apoio!

    E COLOCARIAM AS COISAS, EM SEU DEVIDO LUGAR!

    sd bonim de SC.

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  4. Capitão sei bem como a sociedade é injusta.Mas, acredito que isso vai mudar.O seu texto é muito claro e objetivo. E que o poder pùblico acorde venha ajudar a nossa polícia. Que Deus te abençõe!

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  5. Ao companheiro Cap. Marinho. É elogiável sua atitude ao se referir sobre
    fatos recentes explorados pela mídia referente às ações de alguns
    policiais militares. Como o senhor mesmo menciona, são fatalidades, casos
    isolados, que as Instituições Policiais Militares das quais abrigam
    pessoas e na sua grande maioria de boa índole, não pode ser penalizada e
    pagar pelo erro de alguns seres acéfalos que denigrem a imagem de toda uma
    corporação, que de fato nós repudiamos este tipo de atitude.
    As Instituições Policiais através da atividade policial, de fato existe
    para diuturnamente proteger o cidadão de bem, é órgão regulador de uma
    sociedade, estamos pronto vinte horas por dia para dar o sangue em
    detrimento da paz social. Objetivamos o serviço de segurança pública
    sempre de melhor qualidade, independentemente da situação social do
    solicitante, com ênfase no Estado Democrático de Direito, através de
    seus excelentes profissionais.
    Como Policial Militar exemplar que me considero, digo que a Nossa Policia,
    instituição pública séria, prestadora de serviço na área de segurança
    pública, como componente da administração direta do Estado também tem por
    finalidade a garantida do BEM COMUM, com respeito às Leis e os direitos
    fundamentais da pessoa humana.
    O nosso papel (Polícia) dentro de um estado democrático é garantir o livre
    exercício dos direitos e liberdades proporcionando ao cidadão o que
    fizemos de melhor a segurança.
    Nossa Tônica é a defesa das liberdades fundamentais e a proteção dos
    cidadãos, dessa forma podemos citar é o papel da policia pacificadora
    (policia comunitária), com uma filosofia estratégica organizacional
    proporcionando uma parceria entre a população e policia, numa ótica
    global do papel social que possuímos junto ao sistema social. Olhamos
    alem daqueles que nos digladiam, pois sabemos que tanto a policia quanto
    a comunidade tem que trabalhar junto no processo de segurança pública.
    Meu grande abraço.
    3º Sgt Valle - PMSC

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  6. Prezado Amigo,

    Pela primeira vez pude apreciar uma argumentação concreta em relação a um tema tão simples quanto complexo, que é a segurança pública para os seus agentes. E olhe que leio muitos artigos. Nunca respondi a nenhum. Gosto de manter a discrição.
    A idéia de que teremos uma instituição melhor por apenas querermos é mera ilusão. Acontece que temos uma instituição política militarizada que, como percebi (e concordo) em parte do texto, atende às necessidades superficiais de uma sociedade onde o marketing e a aparência prevalecem como prioridades. A reflexão leva ao caos... Não consigo perceber uma solução terrena para o caos que se tornou a "segurança pública". Após ler José Afonso da Silva percebo a necessidade de nossas leis que muitos dizem tão redundantes e redundantes. Viajo no tempo para entender. Entendo que a fase da Ditadura Militar tornou isso necessário. Entendo essa necessidade, mas "...a culpa da farda do passado não pode recair sobre o homem serumano do presente..." - Créditos meus. Desisto de pensar sobre. E não por covardia, mas por amadurecimento. Valorizo sua evolução no tempo. Muito mesmo. Penso assim. Poderíamos estar mantendo esse diálogo em ingês, espanhol, quiçás outro idioma, mas infeliz e lamentavelmente isso é uma exceção para nossa tropa. Sonho que um dia será diferente. E sei que essa realidade já está mudando.
    Mas logo vem um entendimento notório. Assim como muitos, fomos os únicos responsáveis por nossa mudança, diplomas e méritos, abaixo de Deus e um dia vamos nos sentir pequenos mas grandes para a minúscula mentalidade dos que regem nossa instituição. Não caberemos confortavelmente nela. Não estou responsabilizando a ninguém por nada. E essa é uma idéia pessoal e instransferível minha. Só falo a quem perguntar.
    Apoio a idéia de que nossa tropa tem de entender que a solução está na educação continuada e na elaboração de objetivos pessoais e profissionais. Concernente a essa postura, resta a possibilidade de um dia termos esse sonho alcançado. Um coronel certa vez disse: "A tropa precisa de carinho..." Este tem um intelecto de se admirar. Mas não conseguiu ser comandante geral. É cargo político...
    Admiro os que pensam dentro de nossa corporação, alguns só querem desempenhar suas funções básicas/básicas e terminar seu turno sem problemas. Admiro esses também. Acho que já fizeram muito. Muito para o que ganham... Arriscar a vida não tem preço, e isso não é propaganda de empresa de cartão de crédito. Não tem graça. É muito sério.
    Os que pensam demais, se interessam pelo notável caminho da educação continuada e desenvolvem qualidades pautadas no estudo e dedicação pessoal. Se desiludem com a centenária milícia e um dia se tornam juízes, procuradores, empresários, cidadãos comuns. Aplaudo os apaixonados iguais a sua pessoa, mas se "olharmos para o vizinho", veremos o exército aproveitando todo o seu capital intelectual e motivando seus homens e mulheres a se desenvolverem como um serumano integral. Aqui nosso pessoal não vale mais que um número, a conta é mais um, menos um... Parece um jogo de cartas, onde os valores estão invertidos e tentar ajustar o desconcerto torna errado quem está certo, certo quem está errado, etc. Parece que "Camões" - que figura esse - previu algo semelhante em sua "esparsa", mas errou por um detalhe: a realidade social em que vivemos ultrapassa em muito seus limites.
    Precisamos de "carinho"... Entenda-se: sermos tratados como cidadãos dignos que somos.
    Desculpe-me pelo romantismo e alguns exageros, mas é um assunto ímpar... Apreciaria a oportunidade de conversarmos mais.
    Que Deus nos abençoe e a todos os nossos colegas e amigos.

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  7. Marinho,

    Você me descupe mas não vejo segurança total na policia, é uma instituição não tão confiavel é um "Mal Necessário", faça uma pesquisa quem confia na policia só quem vai diser é classe dominante, as classe inferiores não confiam. Porque a Policia tem a a funça de orpimir todos nos sabemos disso. Ela carrega a resma da ditadura. Por isso a própria classe dominante que confia nela detona. Mas essa mesma policia que fica a serviço deles quando não estaão serviço.

    Obrigado

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  8. tenho a certeza que a policia tenta fezer o melhor trabalho que a sociedade (entre aspa) rejeita vejo como policial que contrubuir para essa socoeidade um indiferença pois a policia só serve quando alguem precisa dela, e uma vergonha quando abro uma pagima de jornal e veja que a comunidade a escondendo os crimimosos e crusificando um corporação garante a ordem e respeito aos cidadão, faco a lembraça da grave da PM em 2000 onde a sociedade viu uma cidade sem lei, pergunto será preciso que isto volte a conetcer. Devemos a cahmar a policia de varedor do lixo da sociedade. Nao é essa policia que nós queremos!11

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  9. Caro Capitao Marinho

    Belo texto para reflexao. Como voce ja abordou em outras oportunidades
    a Policia nao pode continuar sendo o unico braço dos governos que adentram
    comunidades carentes e menos favorecidas.A saude, a educação a arte e cultura
    habitação, saneamento basico, o esporte..... sao responsabilidades governamentais
    que estao longe de atingir o minimo aceitavel. Vamos continuar denunciando e
    protestando e propondo politicas publicas que possam resolver os probelmas mais
    evidentes e num futuro proximo termos uma sociedade menos desigual, menos racista
    e justa; por isso, menos violenta. Isso será melhor para todos e todas.!!!
    Negras Saudaçoes
    Mario Nelson Carvalho

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  10. Que beleza de texto meu amigo.
    Só escreve assim quem tem conhecimento de causa.
    Parabéns!

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  11. Luzimar dos Santos17 de agosto de 2010 11:17

    Que texto excelente.
    É incrível que vc trabalhando em outra área percebe tão claramente o que de fato acontece em outros setores da sociedade.
    Com o seu texto dá praa refletir sobre o verdadeiro trabalho do policial brasileiro.

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  12. Mina Seinfeld de Carakushansky18 de agosto de 2010 09:09

    Prezado Capitão Marinho:
    Leio os seus textos e concordo com quase tudo que o Sr. sempre diz. O Sr. expõe as questões com coragem e conhecimento. Infelizmente até alguns dos autores que o Sr. cita preferem apresentar o policial como vilão.

    Os nossos policiais não foram importados do Japão ou da França. Eles são brasileiros e portanto com as mesmas qualidades e os mesmo defeitos que os brasileiros. Se às vezes esses policias cometem atos que não deveriam cometer, como classe profissional, eles não são piores do que os integrantes de qualquer classe de profissionais do nosso País. Os exemplos não faltam (médicos, juízes, políticos, etc., etc.).

    Temnos que apontar os erros e tentar evitá-los no futuro e a nossa PMERJ tem a sirte de contar com um Comandante Geral bem preparado, inteligente e honesto que entende as questões, estuda e tem coragem de agir.

    Há anos, no Canadá, em Calgary, quando visitamos a Polícia de lá, soubemos que na semana anterior havia sido assassinado um policial. Pois bem, ao enterro desse policial foram 18.000 mil pessoas (DEZOITO MIL). Quantas pessoas (ale´m de alguns companheiros e familiares) vão aos enterros dos policiais que morrem em serviço, no Río de Janeiro?

    Estou de saída para assistir uma palestra de um Simpósio de Vitimologia e por isso serei mais breve do que gostaria. Há uns 15 anos atrás eu dei uma palestra, também num Simpósio de Vitimologia e o título da minha palestra foi: "A Vitimização do Policial" (já que a voz corrente é que o policial é um vitimizador, eu quis mostrar o outro lado da questão). Pois bem, De uns 100 participantes no Simpósio, (quase todos estudantes de Direito que se assistissem à palestra da Sala em frente, ganhavam horas de estágio) sabe quantos foram assistir a minha aporesentação? DOIS! Apenas dois!. E esses dois eram policiais. O que isso sinalizou para mim? Que o interesse em conhecer mais sobre a questão policial era nulo pois uns pontos para o Estágio valiam muito mais para esses jovens que hoje são promotores, defensores, juízes, ou mesmo motoristas de taxi.
    Parabéns Capitão Marinho. Continue a escrever muito.
    Mina Seinfeld de Carakushansky
    Presidente de BRAHA www.braha.org
    e Membro das Diretorias da Federação Mundial Contra as Drogas www.wfad.org
    e da Drug Watch International www.dwi.org

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  13. Marinho,



    Parabéns pela abordagem. Pena que a sociedade resista tanto a nos conferir o respeito e a atenção que a classe policial merece.



    Abraços,

    Erasmo Neto

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  14. Ótimo texto Capitão Marinho,haja vista que precisamos também fazer uma reflexão relacionada com a exposição dos policias que agora passam a fazer parte do elenco da TV Itapoan dentre outras emissoras, fazendo desse árduo trabalho um verdadeiro filme policial sem censura no horário das 12:00h,quem garante a chegada e a vida dos familiares desses homens que a todos instantes salva guardam as nossas vidas ?

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  15. Olá CApitão,

    Tenho um amigo major que costuma dizer que polícia é como luz, a gente só sabe que faz falta quando não tem!

    Dei aula de Sociologia no curso de formação de soldados da PM em 2005 e pude perceber o quão despreparados são nossos pobres

    policiais, pude inclusive presenciar alunos chorando ao pegar numa arma.... O acompanhamento psicológico deveria ser constante

    nesta carreira. Felizmente sou daquelas que conhecem a fundo a profissão e não julgo o coletivo por conta do mal comportamento de

    alguns...

    Fiquei bem triste com a história de seu irmão, gostaria de abraçá-lo... Sei que um abraço não faria muita diferença, mas as vezes só

    precisamos disto para seguir adiante...

    Deus te abençoe.

    Denise Troina

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