CONTATO

PARA CONHECER OU COMPRAR MEU LIVRO, "EXÉRCITO NA SEGURANÇA PÚBLICA", ACESSE:
http://www.jurua.com.br/shop_item.asp?id=22065

sábado, 26 de março de 2011

TODOS OS TEXTOS ANTERIORES!!!

Prezados Amigos e Prezadas Amigas,
Abaixo, seguem a relação dos títulos dos textos postados neste Blog, bem como o link para acesso. Segue do texto mais antigo para o texto mais recente. Boa Leitura!

COTAS E BIBLIEX 

COMENTÁRIOS DO CANTOR TONHO MATÉRIA SOBRE RACISMO

PORQUE SOU FAVOR DAS COTAS RACIAIS

BAGÉ-RS: A “PASÁRGADA” DOS NEGROS BRASILEIROS.

OS GOVERNOS MILITARES DEIXARAM SAUDADES?

EXÉRCITO E RELIGIÕES DE MATRIZES AFRO:  INSERÇÃO OU INTOLERÂNCIA?

SÍMBOLOS NACIONAIS: EDUCAR OU SEGREGAR?

POR TRÁS DAS COTAS RACIAIS

EDUCAÇÃO E POLÍCIA: NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

TRISTE CIDADE MARAVILHOSA

DROGAS E VIOLÊNCIA: QUEM SÃO OS VERDADEIROS VILÕES?

LULA VERSUS EDUCAÇÃO: PARA QUE ESTUDAR?

O MAIOR DESAFIO DA NAÇÃO BRASILEIRA: COMO MOTIVAR QUEM NÃO GOSTA DE POLÍTICA?

DE UM NEGRO PARA UM JURISTA BRANCO: PELA GRANDIOSIDADE DO BRASIL, REVEJA SEUS CONCEITOS!

VALORIZAÇÃO POLICIAL: UM DEVER DE TODOS OS CIDADÃOS BRASILEIROS!

SALVADOR: TERRA DE NEGROS COM ELITE ESCRAVOCRATA!

BRASIL: UM PAÍS À PROCURA DE JUSTIÇA!

MEREÇO OU NÃO AJUDAR MEUS PAIS AMADOS, VELHOS E DOENTES?

21 DE MARÇO: UM DIA PARA REFLETIR, PROPOR E COMEMORAR!

PARA OS NEGROS, O “BRASIL” VIRA AS COSTAS!

EMERGÊNCIA? FAVOR PROCURAR OUTRO HOSPITAL!

REPARAÇÃO: POR QUE VEJO CHIFRES NA CABEÇA DE CAVALO?

SER MILITAR, UMA PAIXÃO INEXPLICÁVEL!

A MORTE DE UM COLEGA!

DISCRIMINAÇÃO POSITIVA: UM CAMINHO PARA O DESENVOLVIMENTO!

E QUEM PROTEGE OS POLICIAIS?

EXÉRCITO NA SEGURANÇA PÚBLICA!!!

A MINHA LIBERDADE É INEGOCIÁVEL!

O GIGOLÔ DOS NEGROS!


quarta-feira, 16 de março de 2011

O GIGOLÔ DOS NEGROS

Apesar de muitas pessoas negarem o racismo no Brasil, e dizerem que nós negros é que somos racistas, sinto-me na obrigação moral de postar no meu Blog está linda "pérola" esculpida pelo meu querido amigo, professor, poeta e apresentador de televisão, JORGE PORTUGAL (secretaria@jorgeportugal.com.br). O texto, que se inicia no próximo parágrafo, merece ser lido e relido por todas as brasileiras e brasileiros. 

O Estado da Bahia é um histórico gigolô dos negros. O Estado inteiro e, principalmente, sua capital sempre se venderam ao resto do País e ao exterior pela pujança cultural de sua matriz africana. Alguém pode argumentar que na região do semiárido não é tanto assim, que no sertão há uma esmaecida presença do negro e que tudo isso é Bahia também. Mas eu respondo, lembrando que ainda não é pelos belos repentes sertanejos que o mundo se curva à musicalidade brasileira e sim pelo samba e suas variáveis, pelas canções de Caymmi e pelo canto de João. Durante 350 anos, a preguiça do explorador eurodescendente foi garantida pelos braços escravos dos negros na lavoura, na cozinha e nas construções. O azulejo era português, o desenho arquitetônico, às vezes também, mas o suor era negro, o trabalho braçal tinha cor.

Na culinária, não é a rapadura e a carnede-sol (deliciosas!) que seduzem paladares extra-Bahia. É o acarajé, o caruru, o vatapá, enfim, as comidas de orixás, carregadas de cultura no seu tempero e tecnologia negra no seu preparo. Na expressão corporal, a capoeira, espalhada pelo mundo, faz mais pela difusão da língua portuguesa do que todas as embaixadas brasileiras reunidas no planeta. Na literatura, sobretudo a literatura de Jorge e João Ubaldo, são figuras como Gabriela, Pedro Arcanjo, Nego Leléu, Tieta, Maria da Fé, que incendeiam o imaginário dos leitores do mundo e fixam a poesia e a luta de tantos iguais, de carne e osso, que aqui vivem numa sanha sem trégua para conquistar dignidade e respeito.

Enfim, estamos em um Estado (e uma cidade) que deve tudo o que move sua história, economia e cultura ao povo negro e suas invenções geniais. Não importa que a pele da cantora seja mais clara e o seu trio elétrico high-tec. A música que anima o Carnaval e que garante o seu estrondoso sucesso foi composta por um negro. Que continua anônimo, por sinal. Então, cara-pálida, quem é você para querer desancar Márcio Vítor em sua própria casa e Carnaval? Respeite-o e respeite a história desse povo que trabalha sem férias há 500 anos para que você e assemelhados possam “brincar de ser brancos” na Bahia.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

ESTOU MUITO BEM!!!

PREZADAS AMIGAS E PREZADOS AMIGOS,

ESTOU MUITO BEM!!!

Venho recebendo inúmeros e-mail de pessoas querendo saber como estou e porque meus celulares só dão caixa postal. Decidir desligar meus celulares devido as inúmeras ligações da mídia querendo me entrevistar sobre a minha prisão. Gostaria de contar com a colaboração de todos e todas para que o assunto da minha prisão fiquei no passado, a JUSTIÇA foi feita e a vida segue. Por fim, continuo tendo um prazer inenarrável de envergar meu uniforme verde-oliva, bem como o orgulho de pertencer a Instituição EXÉRCITO BRASILEIRO!

Mais uma vez, agradeço o apoio incondicional de todas e todos.

COM MINHA ETERNA GRATIDÃO,

Marinho.

sábado, 6 de novembro de 2010

EXÉRCITO NA SEGURANÇA PÚBLICA!!!


 



(...) querer que os militares do Exército empreguem a força somente se necessário e de forma comedida, como deve ser as ações policiais em um Estado Democrático de Direito, é a mesma coisa de querer criar uma onça como um gatinho de estimação, é contrariar a natureza. Os militares do Exército são treinados para não ter compaixão, para beber o sangue do inimigo como se bebe um copo de água gelada em uma tarde quente de verão. Não se pode exigir de um combatente a postura de um gentleman, solicitando ao suspeito à gentileza de acompanhá-lo até a delegacia. (...)

         Este livro é resultado dos meus estudos acadêmicos somados às reflexões das minhas experiências profissionais com o objetivo de amenizar as minhas inquietações e solucionar os meus questionamentos em relação aos assuntos atinentes a participação do Exército nas atividades de Segurança Pública. Por isso, decidi escrever este livro para compartilhar com a sociedade brasileira os conhecimentos  que adquirir nesta minha trajetória.

Tomei como base, para a realização desta obra, a minha dissertação de Mestrado em Direito,  2008, intitulada: “EXÉRCITO NAS RUAS: o desafio da responsabilização jurídica do mandato policial no Brasil”, onde tive a grande honra de ser orientado pela professora doutora JACQUELINE MUNIZ, que além do vasto conhecimento acadêmico sobre segurança pública, exerceu cargos de direção na Secretaria Nacional de Segurança Pública e na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. Participaram também da minha banca de defesa, contribuindo de forma inestimável para enriquecer o meu conhecimento, através das suas colocações, o professor doutor Pedro Tórtima (autor do livro “Crimes e Castigos para Além do Equador”) e o professor doutor Jorge da Silva, que além do notável conhecimento acadêmico, é coronel da reserva da Polícia Militar do Estado Rio de Janeiro, e na vida pública, dentre outros cargos, foi presidente do Instituto  de  Segurança  Pública do Estado do Rio de Janeiro  e secretário de  Direitos  Humanos do Estado do Rio de Janeiro.

"O livro do Capitão Marinho, além da instigante leitura, haverá de interessar a militares, policiais, executivos da segurança pública, pesquisadores, políticos e a todos aqueles que se preocupam com o tema da segurança, em seus múltiplos aspectos." 

Jorge da Silva
Coordenador Multidisciplinar de Estudos e Pesquisas em Ordem Pública, Polícia e Direitos Humanos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro


O livro pode ser encontrado, além das livrarias, no site da Editora Juruá:   www.jurua.com.br


BOA LEITURA!!!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

PEDIDO DE DESCULPA!

Prezados Amigos e Prezadas Amigas,

Decidir retirar do BLOG os textos os quais menciono à minha NOBRE INSTITUIÇÃO (EXÉRCITO BRASILEIRO) por entender, neste momento, que eles podem estar sendo mal interpretados em relação às minhas verdadeiras intenções. Acredito que as divergências ideológicas quando debatidas, de forma respeitosa, levam à evolução humana! Entretanto, após várias conversas com amigos e amigas, decidir retirar os textos relacionados ao Exército, pois, por mais que eu não queira, poderia estar sendo parcial e criando animosidades. 

Aproveito, também, para deixar aqui registrado que, apesar de ter retirado o texto sobre minha preferência eleitoral, voto e torço muito pela vitória de Dilma Rousseff para Presidenta do Brasil . Ela é a garantia da continuidade do governo Lula!

Acredito que só pode haver dignidade, inteligência, companheirismo, lealdade, patriotismo e nobreza nas nossas ações quando elas têm um sentido humano e quando surgem daquela parte do nosso ser onde os sentimentos sociais se sobrepõem aos instintos individualistas,  destes derivam a desigualdade, a discriminação, o preconceito e todos os demais sofrimentos do povo brasileiro.

Por fim, meus prezados amigos e minhas prezadas amigas, peço desculpa pela retirada dos textos que vocês tanto admiram! 

Atenciosamente,

Marinho.

domingo, 8 de agosto de 2010

E QUEM PROTEGE OS POLICIAIS?


O mês de julho terminou com uma indagação latente entre os brasileiros, o quê fazer para melhorar a polícia? Dois casos tiveram destaques na imprensa nacional: o primeiro foi à morte de um estudante dentro da sala de aula, consequência de um tiroteio entre policiais e traficantes; e o segundo foi o atropelamento fatal do filho de uma atriz, onde os policiais foram, devido à superexposição na mídia em relação à conduta deles, os “atores” principais. A mídia esqueceu-se de dizer que a conduta deles não evitaria o atropelamento, e que eles foram corrompidos porque alguém deu dinheiro a eles. Eles merecem o nosso repúdio, e somente eles, a polícia não!

Para que serve a polícia? Poderia responder esta pergunta usando os conceitos de Egon Bittner, Jacqueline Muniz, Jorge da Silva, David Bayley, Robert Reiner, Dominique Monjardet, dentre outros, entretanto responderei da forma mais simples, a polícia serve para proteger os cidadãos. E ela protege? SIM. De forma eficaz? SIM. Entretanto, segundo o jargão popular, toda regra tem a sua exceção, e estes dois casos fazem parte da exceção. Quantos roubos, homicídios, sequestros e outros crimes foram rechaçados pela polícia no intervalo de tempo entre estas duas “fatalidades”? Será que é colocando toda a polícia para execração pública que iremos solucionar este impasse? A polícia é imprescindível para a vida em sociedade, entretanto ela é formada por seres humanos que tem sentimentos, acertos e erros, porém a peculiaridades da função policial faz com que os acertos dos policiais, para a sociedade, não passem de obrigações, pois eles recebem para isso, e os seus erros sejam suscetíveis a receberem as piores penas, a execração pública. Quem ganha com isso?

A morte do estudante no Rio de Janeiro é consequência de uma política onde o Governador, veementemente, afirma que vai para o enfrentamento contra os criminosos e não vai recuar, o Secretário diz que “não se pode fazer omelete sem quebrar ovos”, querendo justificar as vidas dos inocentes que são perdidas nos confrontos, e ratifica: “vamos para o confronto”. Como ficam os policiais diante destes fatos? A partir do primeiro erro, eles serão “linchados” pela opinião pública. Será que todos os erros dos policiais são intencionais? Será que o policial que atirou, caso tenha sido algum deles, queria acertar o tiro no estudante? Como são preparados estes policiais? Como eles não são máquinas e sim humanos, quais são as suas condições psicológicas? Alguém se preocupa com isso? Alguém quer saber o quê levou o policial ao erro? Alguém quer saber se ele tinha condições para estar na operação naquele momento? Por questão de justiça, vou deixar registrado que o comandante geral da polícia militar do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio, é um comandante preocupado com seus subordinados, a quem tive a honra de estar ao lado em algumas mesas de debates sobre polícia e em outras oportunidades de troca de conhecimentos, e sei o quanto é comprometido com a sua Instituição e os seus subordinados, mas infelizmente “uma andorinha só, não faz verão”.

Voltando a questão da condição do policial, o preparo dado aos policiais por ocasião da sua formação é muito aquém do desejado em todos os estados brasileiros. Mas, ainda assim, vamos considerar que eles tiveram uma formação ideal. Vou trazer à baila coisas da minha intimidade com uma única finalidade: enriquecer o debate. Meu irmão é sargento da polícia militar da Bahia, e ficou viúvo, pois minha cunhada morreu vítima de um câncer. Ela deixou duas filhas, uma de 5 e outra de 2 anos, para ele criar. Ele ficou oito dias de luto e depois voltou ao trabalho. Ele sai para trabalhar, todo dia, com uma arma na cintura após a noite mal dormida pelo fato das filhas chorarem chamando a mãe, à sua companheira de anos que partiu, recentemente, na flor da idade! Meus amigos, será que meu irmão tem condições de portar essa arma? Será que ele tem condições de dirimir os conflitos que aparecem durante seu serviço? Só mesmo muita fé e orações para livrá-lo dos males, pois o amparo institucional se limitou aos oito dias de luto previsto em lei. Outro fato que trago à baila, certo dia, em uma cidade de interior, três policias, um é meu amigo, foram sequestrados por assaltantes de bancos que estavam fortemente armados e iriam assaltar uma agência bancária da cidade. Os assaltantes em três carros, cerca de dez homens, sequestraram os três policiais que “protegiam” a cidade e os levaram para o banco. Durante o assalto, eles trancaram os policias junto com os clientes e os funcionários do banco. Após recolherem o dinheiro, os assaltantes disseram aos policias que para eles saírem dali vivos teriam que se beijarem de forma apaixonada, igual aos beijos românticos dados em novelas. Quando os policiais esboçaram uma negação, os assaltantes foram incisivos, ou vocês se beijam, ou vocês não mais verão seus familiares! Diante do fato, eles se beijaram e tiveram que suportar as gargalhadas e “piadinhas” dos assaltantes. Por fim, dois dias depois do assalto, eles já estavam tirando serviço sem ter tido qualquer acompanhamento médico, como se nada tivesse acontecido. Já os funcionários do banco, ficaram mais de um mês sem trabalhar, sendo acompanhados por psicólogos e psiquiatras. Por que ninguém protege as pessoas que nos protegem? Todos querem a máxima perfeição dos policiais, mas não lhe dão a mínima condição de trabalho. Os policiais são tratados como máquinas, mas deles são cobrados sentimentos e sensibilidades. Sem contar os quais, diariamente, presenciam a morte do colega no cumprimento do dever e, logo após, têm que continuar o patrulhamento para justificar os discursos políticos que afirmam que as ruas estão policiadas. Triste ironia!

Mais uma vez, já fiz isso em outro texto postado neste BLOG, trago a afirmação August Vollmer sobre a expectativa que o cidadão nutre em relação ao policial:

“O cidadão espera do policial que ele tenha sabedoria de Salomão, a coragem de Davi, a força de Sansão, a paciência de Jó e a autoridade de Moises, a bondade de um bom samaritano, o saber estratégico de Alexandre, a fé de Daniel, a diplomacia de Licon e a tolerância do carpinteiro de Nazaré e, enfim, um conhecimento profundo das ciências naturais, biológicas e sociais. Se ele tivesse tudo isso pode ser que seja um bom policial”.

O cidadão até pode esperar isso, mas nunca pode esquecer que o policial é um ser humano, e como ser humano tem limitações e defeitos; por isso devem ser julgados individualmente e não coletivamente; a polícia, para o bem da sociedade, não pode viver constantemente sobre execração pública. Quem ganha com o desgaste da polícia? Os bons profissionais (SUA GRANDE MAIORIA) não podem sofrer as consequências dos maus profissionais (PEQUENA MINORIA)! Por fim, existem instituições que protegem as onças pintadas, os micos leões dourados, os tucanos e outros animais, todas estas instituições são importantíssimas, entretanto no meio desta “selva de pedras” quem protege os seres humanos? Quem protege quem nos protege? Ou seja, e quem protege os policiais?

terça-feira, 20 de julho de 2010

MARIA FELIPA, UMA HEROÍNA DE GUERRA!


Em 1823, Maria Felipa, UMA MULHER NEGRA, liderando 40 mulheres conhecidas como as vedetas (vigias) da praia, na luta pela independência da Bahia, entrou no acampamento do exército português e atacou os soldados com galhos de cansanção e  depois ateou fogo às embarcações, promovendo inúmeras baixas ao exército lusitano.

Juntamente com outras personagens como Zeferina e Luiza Mahim, Maria Felipa lutou e resistiu às barreiras do preconceito e discriminação racial, participando ativamente da construção da história da Bahia e do Brasil. Infelizmente, estas heroínas negras não constam nas páginas dos livros de história do Brasil. Por isso, abro espaço no meu blog para divulgar e enaltecer uma justa e nobre iniciativa que visa preservar o legado ancestral da mulher negra através do prêmio: "MULHER GUERREIRA MARIA FELIPA".  

Esta honraria é concedida pela Câmara Municipal de Salvador e, no ano em curso, tem como foco as QUITUTEIRAS do município, pois elas são legítimas representantes da preservação do legado ancestral das mulheres negras contemporâneas para o desenvolvimento social, político, econômico e cultural da cidade de Salvador, onde ainda existe discriminação, opressão e violência às suas mulheres, principalmente às negras.

Aproveito o ensejo para solicitar aos meus distintos amigos e amigas da "boa terra do coco" que participem da votação para escolherem as mulheres negras que serão agraciadas este ano com o trófeu "MARIA FELIPA" concedido pela Câmara Municipal da Cidade de Salvador.

ACESSE  E VOTE: 



domingo, 4 de julho de 2010

DISCRIMINAÇÃO POSITIVA: O CAMINHO PARA O DESENVOLVIMENTO!



A partir desta semana, 06 de julho, a propaganda eleitoral está franqueada em todo o país. Os brasileiros irão exercer o direito de votar e escolher o novo presidente ou presidenta da República, governador(a), senadores(as), deputados(as) federais e estaduais. Os candidatos aos cargos eletivos já poderão realizar comícios, carreatas, passeatas e caminhadas, tudo isso com uma única finalidade: conquistar o voto do eleitor! A fim de granjear os votos dos cidadãos, os candidatos irão apresentar propostas para melhorar o desenvolvimento, quer seja social, econômico, ambiental etc.  O quê fazer para desenvolver? Esse é o grande "x" da questão brasileira! Continuar com as políticas públicas em curso? Mudá-las? Reestruturá-las? O quê fazer? A discriminação positiva é a solução para o progresso do nosso desenvolvimento.

Discriminar positivamente é diferenciar de forma privilegiada determinado segmento ou setor da sociedade a fim de amenizar ou reparar distorções e desigualdades. Vários são os exemplos de discriminação positiva na sociedade brasileira. Há discriminação positiva na reserva de vagas para portadores de necessidades especiais em concursos públicos e nas empresas privadas; há discriminação positiva na reserva de vagas para as mulheres nos partidos políticos; há discriminação positiva na reserva de vagas para idosos nos estacionamento públicos ou privados; há discriminação positiva na isenção do imposto de renda para pessoas portadoras de doenças graves, como também existe discriminação positiva nas cotas para negros e para pessoas oriundas de escolas públicas por ocasião do ingresso na universidade.

A discriminação positiva nada mais é do que políticas afirmativas que visam o desenvolvimento do Brasil. É também exemplo de discriminação positiva a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que foi estendido a vários setores da indústria brasileira por ocasião da crise econômica internacional que se iniciou no ano passado. Quando o Presidente resolve isentar o IPI dos produtos conhecidos como de linha branca (geladeira, fogão, máquina de lavar) ou dos automóveis, ele está diferenciando estes setores da indústria de forma privilegiada, a fim de manter aquecida a economia e garantir os postos de trabalhos, ou seja, isso é um exemplo clássico de política afirmativa ou discriminação positiva que tem como objetivo manter o desenvolvimento da Nação brasileira.

Outro exemplo de discriminação positiva foi a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial pelo Congresso Nacional, embora esta legislação tenha sido aprovada com várias restrições em relação a sua proposta inicial. Infelizmente os cortes feitos neste Estatuto se deram pela insensibilidade de alguns parlamentares frente à importância das políticas afirmativas para o desenvolvimento do Brasil, ou mesmo pelo fato de haver parlamentares racistas que não aceitam ver os negros em condições de igualdade com os brancos e mantêm o discurso falacioso da miscigenação racial brasileira diante de números estarrecedores apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em relação a discrepâncias sociais e econômicas existentes entre negros e brancos no Brasil.

Também são exemplos bem sucedidos de discriminação positiva os programas desenvolvidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome que teve seu orçamento para programas sociais ampliados de R$ 11,4 bilhões em 2003, para mais de R$ 33 bilhões em 2009. As políticas sociais têm como principal objetivo atender às necessidades de cidadãos que, sem o apoio de estruturas públicas, não conseguiriam exercer os seus direitos. O programa Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social são exemplos de políticas sociais.

O programa Bolsa Família (carro-chefe das políticas sociais do Governo Federal) atinge hoje o universo de 12,4 milhões de famílias brasileiras. Sendo a região nordeste a maior beneficiada do programa, atendendo 5 445 428 (cinco milhões quatrocentos e quarenta e cinco mil quatrocentos e vinte e oito) famílias, em 2008, e com um investimento que chega a quase seis bilhões de reais (R$ 5 625 665 130). Já o programa que beneficia idosos e pessoas com deficiência (Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social) alcançou, em 2009, 3,4 milhões de pessoas com o orçamento total de R$ 17, 6 bilhões. Diferentemente do que muitos pensam, as políticas sociais de transferência de renda estimulam a busca pelo trabalho. Pesquisas demonstram que a transferência de renda cria condições mínimas para que as pessoas procurem um emprego em melhores condições psicológicas e sociais, pois o dinheiro recebido serve também para pagar o ônibus na procura do trabalho e na compra de roupas para uma melhor apresentação pessoal por ocasião de uma entrevista para admissão no emprego.

Estes programas do Governo Federal são exemplos de discriminação positiva que possibilitam um forte impacto sobre a redução da desigualdade e da pobreza. De 1998 a 2008, a pobreza caiu de 41,7% da população brasileira para 25,3 % e a mortalidade infantil caiu de 50,8 óbitos por mil nascidos vivos para 19,3 em 2008. No período de cinco anos, 19,4 milhões de brasileiros ultrapassaram a linha de pobreza, segundo a Fundação Getúlio Vargas que considera pobre a pessoa com renda per capita inferior a R$ 145,00 mensais. Em 2003, o índice de pessoas consideradas pobres somava 28,12% da população, passando para 16,02% em 2008.

A discriminação positiva realizada pelo Poder Público permite alcançar o objetivo de ter uma sociedade que dê oportunidades para todos nas mesmas formas, ou seja, a discriminação positiva vai proporcionar a igualdade entre os cidadãos e consolidar a justiça social. O Brasil, em 2000, juntamente com a comunidade internacional, se comprometeu em: erradicar a extrema pobreza e a fome; universalizar a educação primária; reduzir a mortalidade na infância; promover a igualdade entre os sexos; melhorar a saúde materna; combater a AIDS, malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental; e estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.  Por isso, é indubitável que a discriminação positiva é o caminho certo para o desenvolvimento do Brasil no Milênio! 

domingo, 20 de junho de 2010

A MORTE DE UM COLEGA!


Decidir publicar este texto pelos seguintes motivos: a vitimização dos policiais brasileiros é  ignorada pela comunidade acadêmica e naturalizada pela sociedade brasileira, ou seja, os policiais brasileiros não são tratados como seres humanos, pais de família e cidadãos possuidores de DIREITOS E SENTIMENTOS;  pelo fato deste policial já ter tirado dinheiro do bolso para custear as necessidades jurídicas e psicológicas dos seus subordinados, as quais foram desprezadas por quem tem o dever de ampará-los, o Poder Público! E, por fim, além da legitimidade do autor, para mim é uma honra o pedido dele sobre a possibilidade de publicar o texto no meu Blog, pois conheço o seu trabalho e sei que ele reúne os requisitos de um grande Líder. Abaixo, segue o texto.

A profissão de policial tem muitos riscos, fartos momentos de poder ajudar várias pessoas ao mesmo tempo, muitas emoções positivas e muitos momentos para se fazer  reflexões de como se comporta um grupo social. A visão do policial sobre sua comunidade, seja ela em um bairro pobre ou nobre, um conjunto de bairros, estradas ou qualquer outro espaço de atuação, deve ser sempre a visão do guardião, do grande protetor-legal do ser humano, do patrimônio de todos, pois ele é um representante do Estado, que na maioria das vezes chega primeiro ao local da crise e todos  colocam nele ou nela policial, um monte de esperanças para as  soluções do cotidiano. 
 
Dessas enormes emoções, também temos as negativas, que volta e meia chegam para a sociedade e para nós, como uma verdadeira bomba. Elas fazem parte  do grosso do nosso trabalho! Resolver crises da população! Acidentes, roubos, furtos, suicídios, homicídios, brigas de família, menores perdidos ou em ato infracional, outros delitos e ações que não chegam a se constituir crimes, mas geram grandes crises.

No início da carreira, nunca imaginava como deveria ser a dor de um passamento de um colega de farda da mesma Unidade, estando você na posição de Comandante. Principalmente se essa morte ocorre de uma forma que tanto combatemos, que é o crime violento, covarde, que deixa rastro de consternação em muitos e por muito tempo. Caro leitor, quantos enterros de colegas, por acidente de trabalho, você já foi na sua vida?

Lembro que fui fazer uma inspeção administrativa em Paulo Afonso, e tive que participar de dois enterros de dois colegas. Um PM, o outro da Polícia Civil, que foram mortos por marginais em um assalto a banco, em uma cidade próxima. Foi pesado!  Quando a morte de um policial ocorre em outra Unidade da PM, Instituição policial ou localidade, também existe dor e muitas vezes as lágrimas vêm aos nossos olhos, encharcando os nossos corações de amargura e angústia com aquele fato.

Dizem que a morte é a  única certeza que temos, e ela é bastante “democrática”, pois é para todos, em qualquer lugar do mundo, sem observar cor, raça, hora, local, credo, posição econômica, ângulos ou motivos que separam as classes de uma complexa sociedade, como é a nossa.

Crimes, guerras, pessoas dadas a andarem as margens das leis, sempre existirão em todos os locais! A paz mundial é uma utopia eterna!

Como tudo tem a primeira vez, essa dor começa a  acontecer na nossa profissão com os colegas, que morrem nos combates. Vem o aviso, o deslocamento para hospital ou local onde está o corpo, as primeiras lágrimas, a angústia do corredor frio dos hospitais, as primeiras orações, o esforço da equipe médica que não tem partido, os depoimentos a favor, os nervosos – que atrapalham mais do que resolvem algo! – a imprensa, os curiosos, as ligações para saber a situação e a espera! A longa espera! No Hospital a sua dor se mistura a dor de outros que já estão lá, e aos demais que chegam nas ambulâncias.

O que você não quer ouvir, é dito, seja por telefone ou lá mesmo. "Ele não agüentou!" Mais dor, mais tristeza! Mais esforços junto aos colegas do DPT/IMLNR nos trabalhos legais. Todo ser humano deveria um dia assistir uma necropsia! Talvez houvesse mais valor pela vida!

Muitos dizem: “Já não tenho mais força para assistir esses pesados momentos!”

Como é duro escrever sobre esse passado e pesado momento!

Escolha do cemitério pela família, a funerária, tamanho da urna, as flores, os deslocamentos, a imprensa, curiosos, família, amigos e colegas. Mais dor e mais lágrimas!         

Na cerimônia fúnebre, você é mais um, pois perdeu um colega da tropa da RONDESP, um parceiro que morreu cumprindo o seu dever, “defender a sociedade, mesmo com o risco da própria vida”!

Notamos mais as ausências, do que as presenças, pois sempre pensamos que é uma obrigação daquele que faltou está ali, ao seu lado, mas quantas vezes eu e você faltamos? Será que é obrigação?  E a hora que não passa?  Lágrimas, orações, entrevistas, palavras de carinho para a família e até o Comandante recebe os sentimentos. Consternado e sem palavras, agradece as presenças.

As palavras e orações ditas pelo Capelão! E a hora chega, a tampa da urna se fecha, o cortejo sai pelos caminhos sinuosos e estreitos do cemitério. Palavras de ordem são ditas, em respeito ao servidor público morto, o canto da PM, o Hino da Força Invicta é entoado com ardor e calor! É mais um da nossa Centenária Milícia de Bravos que passou para o outro lado da história da vida!

Salva de tiros, torque de corneta, sirene de viaturas e lágrimas, nada disso vai trazer o nosso herói da sociedade de volta, mas é um bálsamo em nossos corações. Mais lágrimas! Obrigado para o colega!

O Comandante pega a alça do caixão. É como se fosse seu amigo, irmão ou seu filho! Mas, é tudo isso, pois no fundo do coração, todos  sabem a importância que teve  seu comandado que passou para o outro lado da vida, pois todos somos filhos de um Grande Pai!

A urna chega ao seu destino! É carregada e nada acaba ali, pois a saudade continua, os trabalhos, as rondas, os crimes,  a dor  da família do falecido, enfim, parecem um filme inacabado. Fica na memória o toque solitário do corneteiro!   Palmas e lágrimas se misturam! Flores acompanham a urna! Algumas palavras que vem do fundo do coração!   
     
             Prefiro o silêncio!
            Prefiro a oração!
       A sociedade precisa valorizar a sua policia! 

Valter Souza Menezes – Major PM
Comandante da Rondesp/Atlântico



quarta-feira, 2 de junho de 2010

SER MILITAR, UMA PAIXÃO INEXPLICÁVEL!


Acho a profissão militar  um sacerdócio, que só pode ser bem exercida e compreendida por quem a ela é conduzido por sincera vocação. Os demais, que objetivam a pura ascensão, dizem ser militares e gozam dos seus direitos, mas  nunca exercerão no seu âmago esta distinta profissão. Ser militar é saber abnegar os prazeres da vida em prol de uma profissão sacrificada que submete a constantes e rigorosas provas o caráter dos soldados de Caxias, nas adversidades de sentimentos e nas provocações angustiosas.

Diversas são às vezes que comportamentos discrepantes, conquanto pareçam contraditórios, definem o pundonor militar nas decisões graves dos momentos difíceis. A dignidade, conforme a circunstância, tanto poderá estar presente no se calar como no se expressar, pois a vida é feita de escolhas e eu fiz a minha, entretanto a comunicação não é o que se escreve, mas sim o que se interpreta; por isso, serei o mais elucidativo possível, a fim de não deixar dúvidas sobre os meus propósitos.

Em relação aos meus dois últimos textos (“EU TENHO UM SONHO: CONHECER A MÃO AMIGA!” e “GENERAL, QUAL EXÉRCITO? O DE MARTE?”), recebi 226 (duzentos e vinte e seis) e-mail, dos  quais 205 favoráveis à minha opinião e 21 contrários, e um contato de um correspondente de uma revista semanal que circula em todo o Brasil para que eu concedesse uma entrevista sobre meu caso. A luz amarela acendeu! Não quero ser o salvador da Pátria, não quero ganhar dividendos políticos, não quero ser algoz de superior, não quero ser “justiceiro” e, principalmente, não quero deixar de usar o uniforme verde-oliva!

Fiz graduação, três pós e um mestrado em Direto não foi para deixar as fileiras do Exército, mas pelo contrário, para poder melhor servir à minha Instituição. A minha dissertação de Mestrado em Direito foi sobre o Exército, tenho artigos publicados na Revista do Exército Brasileiro (REB) e na revista do Clube Militar. Meus estudos sempre foram voltados para a Força Terrestre, abrir mão das minhas horas de lazer para estudar por gosto pela profissão, pois sempre soube que jamais receberia um centavo por isto, mas sim mais missões. Servi OITO ANOS no Batalhão Logístico Escola (Rio de Janeiro)  e lá sempre era escalado para fazer as sindicâncias mais complexas, os autos de prisão em flagrante (APF) e os inquéritos policiais militares (IPM), tudo isso paralelo às minhas missões rotineiras. Quando me apresentei no 3º Batalhão Logístico (Bagé-RS), o comandante da época (Ten Cel Andrade) quando leu meu currículo decidiu criar um Núcleo de Assessoria Jurídica (NAJ), nomeando-me chefe do Núcleo, cumulativamente, com a minha função de Comandante de Companhia. O NAJ de Bagé é uma referência, muitos militares de outros quartéis recorrem a ele, e já foi elogiado até pelo Comando Militar do Sul. Criei um e-mail para ajudar os companheiros dos quartéis em assuntos jurídicos. Em menos de um ano, orientei mais de quinhentos militares, entre amigos e desconhecidos, sobre sindicância, IPM, processo administrativo etc.

Posso até ter cometido injustiças quando disse que tinha o sonho de conhecer a mão amiga, mas me referia, exclusivamente, a atual política pessoal do Exército. Na primeira vez que solicitei transferência para Salvador, disseram que meu pai não era da minha família. Na segunda vez, meu processo sumiu, tive de entrar na Justiça pedindo para ficar em Salvador até aparecer meu processo. Informaram ao juiz que o processo estava no Batalhão de Bagé e ele revogou a liminar, mas até hoje o processo não chegou no Batalhão, entretanto não recorri e desisti do processo por achar que a minha recalcitrância em provar que ludibriaram o juiz poderia me prejudicar ainda mais. Sem contar as duas tentativas frustadas de me colocar como desertor (criminoso)! No meio desta minha “turbulência”, conheci a “mão amiga” do coronel Rogério Rozas que, enquanto estive a seu comando, sempre me orientou; general Villas Bôas e o general Lauro que várias vezes me acolheram de forma cordial, amiga e foram solidários aos meus sentimentos de angústia; e o tenente coronel Ely, não só ele, como toda sua família, me trata de forma bastante amigável, orientando-me para que eu procure seguir o caminho menos doloroso, a fim de que eu possa ajudar da melhor forma possível os meus familiares. Estes militares e muitos outros estarão sempre presentes nas minhas preces.

Em Bagé, continuei cumprindo minhas missões e sempre pedindo a DEUS proteção para meus pais. Não levei meus pais para Bagé pelo fato do meu pai ser subtenente da Polícia Militar da Bahia e seu plano de saúde não ter cobertura fora do Estado. Procurei fazer-lhe um outro plano de saúde, mas pela gravidade de seu quadro clínico não tive sucesso; por isso que não pude levar ele, minha mãe e minha irmã comigo. Quando completei dois anos em Bagé – o requisito para fazer o pedido é ter um ano – pedi transferência para Salvador por INTERESSE PRÓPRIO (arcaria com todas as despesas) e foi feita uma sindicância onde comprovei com laudos médicos a situação dos meus pais (minha esposa e filhas já estavam morando com eles em Salvador) e fui negado pela terceira vez. Desculpe meus amigos, longe de mim querer jogar a opinião pública contra o Exército, mas decidi não me calar por entender que deve ter uma explicação para tanto “não”, explicação esta que não conseguir pelas vias administrativas. Quero saber a razão para tanto “descaso”! Como posso abandonar meu pai em cima de uma cama e minha mãe depressiva com recomendações médicas de não poder sair de casa sozinha? Vocês abandonariam seus pais doentes!? Eu não vou abandonar os meus! Além de ser um ensinamento bíblico e um preceito constitucional, amparar os pais é um PRINCÍPIO MILITAR!

Quanto ao general Santa Rosa, doeu na minha alma lê a entrevista dele. Tinha acabado de chegar do psiquiatra com minha mãe, quando li a entrevista, onde ele afirmava que o Comandante Supremo das Forças Armadas – Presidente Lula – queria implantar no Brasil um sistema comunista e totalitário e que é intolerante com opiniões contrárias as suas, ainda disse que a opinião dele é de 95% dos militares do Exército. Nunca ouvi nenhum militar falar isso! Para mim foi a “gota-d’água”. O presidente Lula, em menos de três anos, deu quase 40% de aumento para os militares e está investindo bilhões para restruturar as Forças Armadas. Posso ter sido bastante incisivo nas minhas palavras em relação ao general Santa Rosa, pois pode até ser que ele não tenha conhecimento dos casos que relatei, entretanto ele era o responsável pela política pessoal do Exército, e eu aprendi nas escolas de formação que responsabilidade não se delega. Aos pouquíssimos que me criticam usando-se do ANONIMATO, tenham coragem e façam igual a mim: coloquem a “cara a tapa” para a Nação brasileira! 

Por fim, afirmo que o Exército brasileiro e seus militares merecem todo o respeito e consideração do seu povo, e eu tenho MUITO orgulho de envergar o uniforme da Instituição que goza da maior credibilidade da sociedade brasileira. Freud dizia que o homem não aceita ver um igual pensar diferente, consolo-me nestas palavras e continuo acompanhando o curso do rio em direção ao mar, pois não existe nada melhor que o tempo!